Royal Society avalia percepção sobre tecnologias genéticas

04-05-2018

A população do Reino Unido está “cautelosamente otimista” em relação ao uso de tecnologias como o sequenciamento genético, a terapia gênica e a edição de genes como forma de contribuir para enfrentar desafios globais – melhorar a saúde humana e responder aos impactos das mudanças climáticas.

A renomada instituição britânica The Royal Society, dedicada a fomentar a excelência científica, promoveu um debate público para explorar a visão dos cidadãos sobre as tecnologias genéticas aplicadas a pessoas, plantas e animais e abordar alguns dos dilemas e questionamentos que envolvem o tema.

Em uma pesquisa com mais de duas mil pessoas, 46% indicaram que concordam com a afirmação de que “o uso de técnicas de edição de genes, em geral, representam muitos riscos para que sejam aplicadas para enfrentar desafios globais”. Entretanto, são bastante otimistas quanto ao uso em áreas específicas, a exemplo da saúde humana.

O levantamento indicou que 69% dos entrevistados apoiam o uso das técnicas em plantas para produzir medicamentos mais baratos; 70% são a favor da edição de genes no desenvolvimento de culturas agrícolas mais nutritivas para suprir necessidades alimentares; e 77% acreditam que a tecnologia possa ser usada na prevenção de danos nas produções agrícolas, a exemplo de doenças causadas por fungos.

Também há suporte para o uso de edição de genes em animais para prevenir ou curar doenças humanas. Um exemplo são os mosquitos GM: 71% dos participantes disseram aprovar o uso dos insetos como forma de limitar a disseminação da malária.

Cerca de 40% dos participantes apontaram universidades, cientistas e pesquisadores como as fontes mais confiáveis de informações e recomendações sobre as tecnologias genéticas.

Para mais informações, veja o relatório completo no site da Royal Society.

Fonte: ISAAA e The Royal Society