Academia de Ciências dos EUA destaca a biotecnologia como aliada na conservação da sanidade florestal

29-01-2019

A Academia Norte-America de Ciências, Engenharia e Medicina divulgou um relatório em que afirma que a biotecnologia pode ser parte importante dos esforços para proteger recursos florestais contra pragas e doenças. Ao usar a biotecnologia como ferramenta para introduzir em árvores características de resistência a pragas, pragas e doenças não-nativas, aceleradas pelas mudanças climáticas e pelo comércio e trânsito internacionais, podem ser mitigadas. Duas espécies de árvores, castanheira americana e álamos híbridos, estão atualmente em testes de campo para avaliação de questões de sanidade florestal.

O relatório também recomenda novas pesquisas para melhorar o uso da biotecnologia como ferramenta para esse fim. Alguns desafios foram identificados, a exemplo da compreensão sobre como os mecanismos genéticos das árvores resistem às pragas, da lentidão na identificação de mudanças genéticas em árvores, em decorrência de seus complexos genomas, e das escassas informações sobre os efeitos da liberação de novos genótipos de árvores no meio ambiente.

O documento enfatiza ainda a importância do sistema de resposta social ao uso da biotecnologia para abordar as ameaças à sanidade das florestas, o que contribui para a melhor tomada de decisão.

Além disso, ressalta a importância de processos respeitosos, deliberativos, transparentes e inclusivos de envolvimento da sociedade para aumento da compreensão sobre as ameaças às florestas e sobre a própria biotecnologia.

O desenvolvimento das árvores GM pode diminuir a severidade das ameaças às florestas norte-americanas, aumentando assim as chances de manutenção de um ecossistema florestal saudável.

Mais informações estão disponíveis, em inglês, no site da Academia.

Fonte: ISAAA e NAS